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Dia da Conciência Negra – Frase e Piada.

No ano passado, publiquei nessa mesma data frase sobre o dia da Consciência Negra.  Essa frase foi criada por grupo de discussão na Internet, do qual fazia parte uma negra.

Acho legal a idéia de se ter um dia em homenagem aos negros. Sou a favor da emancipação das minorias e talvez o começo seja esse mesmo – um simples dia no calendário dedicado a esses grupos oprimidos. Mas a frase é bem legal:

“Inventaram UM dia da Consciência Negra só para deixar a negrada inconsciente o resto do ano”

Ocorreu-me também piada de domínio público a respeito do assunto.  Lá vai. 

Um negro  consegue driblar toda a burocracia; finalmente, é recebido por Pelé.   Com paciência, ele escuta todos os preconceitos e discriminações de que o outro estava sendo vítima. Paternalmente,  Pelé tenta conformá-lo:

– Eu entendo bem o seu problema, meu filho.  Eu também já fui preto.

Sem querer lavar as mãos,  tanto a piada  quanto à frase não são minhas.  De qualquer forma, gostando ou não da frase, da piada,  do meu post, enfim,  mais uma vez, Boca no Trombone abre  canal para quem quiser se manifestar sobre o tema.

O importante é aproveitar bem mais esse feriado, sejam  sua consciência e sua pele da cor que forem !!!

A Antidemocrática Cigarrilha do Presidente

Eu não sou burro de dizer que o Presidente Lula não é inteligente. Ele é muito inteligente, carismático e intuitivo. Mas a afoiteza que tem de querer se manifestar sobre todos os assuntos de maneira original é de doer. Ora, como é que o presidente de um país pobre como o nosso, em que falta dinheiro para tudo, principalmente educação/saúde, pode estufar o peito (como certamente fez na ocasião) e dizer: “Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado.”

É antidemocrático mesmo com os fumantes defender o fumo em todos os lugares indistintamente. Não é difícil supor que é martírio até para fumantes fazerem refeições e permanecerem em ambientes contaminados por fumaça de cigarros, cachimbos, charutos ou até as cigarrilhas presidenciais. Sem considerar que é extremamente ditatorial, autoritário obrigar e impor a todos resíduos do vício de uma minoria.

Como presidente de um país pobre então, ele deve estar cansado de saber que o dinheiro que o governo arrecada com Impostos sobre o fumo é muito menos do que gasta com doenças, internações, mortes causadas pelo vício de fumar.

Não faço qualquer indireta ao apreço que atribuem ao presidente por bebidas alcoólicas. Mas em relação à bebida, aí sim, ele não estaria sendo nem um pouco antidemocrático ou politicamente incorreto se defendesse o direito de todos beberem o quanto quiserem desde que não pusessem em risco a própria segurança, a segurança e o direito alheio.

Frase minha para terminar: “Tem gente que precisa contar até três antes de dizer qualquer coisa.” Até três milhões!!!

Celulares Anti-búfalos

A Tecnologia na fabricação de celulares não pára e, como todos sabem, esses famigerados aparelhinhos tornaram-se verdadeiros computadores, MP3 e até televisores.

Segundo ouvi no rádio, só a Nokia vende 15 celulares por segundo, todos os segundos.

Pois bem, lanço uma proposta/desafio que Nokia e todos os demais fabricantes deveriam considerar seriamente e se empenhar para por em prática.

Criar aparelhos que amplificassem a voz de maneira absolutamente fantástica. Mas tão fantástica que se o usuário que estiver falando, fosse além de um super-ultra suave sussurrar, aquele que está do outro lado, para não ter os tímpanos danificados, precisaria desligar imediatamente.

Não sou cruel.

Cruel é o búfalo que fica ao meu lado, onde quer que eu esteja, gritando e me obrigando a ouvir coisas que eu não quero e nem tenho a menor obrigação de escutar.

Para terminar, três frases minhas (tenho outras) sobre essa desgraça.

1) O celular é capaz, inclusive, de eliminar a acintosa sutileza de um japonês.

2)O celular implodiu os preceitos mais rudimentares de educação.

3) Todo búfalo tem celular. Na verdade, o celular tornou búfalos seus usuários. Mais ou menos búfalos, porém búfalos.

O ideal mesmo seria um mundo sem celular – óbvio!!! Não é frase – apenas conclusão lógica do texto.

Antes que me perguntem. Eu não tenho celular. Espero jamais ter.

Estranho é rei; cliente, escravo

Interessado em adquirir qualquer produto é rei.
Tornou-se cliente, vira escravo.

É o que se pode deduzir pela vergonhosa diferença no atendimento telefônico que é dado a quem quer comprar algo de qualquer empresa que seja ao martírio que é imposto ao desinfeliz cidadão que já é cliente.

Potencial cliente, leia-se completo desconhecido, mal termina de digitar e tecla que o identifica com interessado, é atendido por solícitas moças que são só sorrisos.

Cliente que precisa reclamar do serviço que está sendo prestado, pelo qual ele está pagando ininterruptamente, fica pendurado no telefone metralhado por musiquinhas insuportáveis. Mas a coisa não pára aí. O atrevimento é incomensurável e impinge-se ouvido a dentro da vítima propaganda da maldita empresa que o está torturando.

As Agências Reguladoras, que têm a missão de fiscalizar o serviços que antes eram oferecidos pelo Estado – telefonia, energia, rodovias – e demais órgãos de Defesa do Consumidor – deveriam determinar, entre outras, portaria muito simples. A empresa/concessionária que atende ligações dirigidas ao setor de venda em determinado tempo, têm 15% ou 20% a mais de prazo para atender o cliente identificado que quer reclamar do serviço. E ficam proibidas propaganda e musiquinha “meta-infernizando” a espera. Periodicamente, as agências reguladoras testam os dois atendimentos. A diferença foi maior do que isso, multa. Multa pesada. Novo teste, o problema se repetiu, multa acumulativa (aumentada em x por cento).

Sou obrigado a repetir minha piadinha bordão: o homem chegou à Lua há mais de 35 anos e aqui não se consegue resolver problema tão simples. Problema responsável por martírio e perda infinita e injustificável de tempo dos cidadãos.

Para terminar , piada que ilustra bem a coisa: sujeito morre e é apresentado ao inferno e ao céu. No Inferno, maior farra, todo mundo dançando, bebida correndo solta, mulherada bonita. No céu, aquela monotonia: anjos tocando harpa; velhinhas passeando e tricotando … Convidado a optar pela nova morada, o cara escolhe o inferno, obviamente. Quando ele entra, a coisa não era bem como ele imaginava. Calor insuportável, monte de gente amontoada, barulho louco. Ele reclama que não foi isso o que ele havia visto.

O diabo explica:

– Meu amigo, antes você era turista. Agora, você é residente.

É exatamente essa a lógica que norteia empresas e fornecedoras de serviços aqui no Brasil.

Prostitutas e Filhos

Usar prostíbulos para lavar dinheiro da corrupção me faz lembrar história divertida.

O Mugui era a boate na Augusta pobre, no começo dos anos 70, onde, como dizia Juca Chaves, os meninos maus das famílias boas iam encontrar as meninas boas das famílias más (meninas é eufemismo meu , já que se tratava mesmo de profissionais; profissionais bem jovens, em início de carreira, mas profissionais). Pois bem, no Mugui, Moria, meu grande amigo até hoje, sujeito boa pinta e de boa prosa, travava animado papo com uma delas. A moça boa, também tinha boa conversa e, ao que tudo indicava, não era de família tão má quanto preconizava Juca Chaves.

Meu amigo, então, quis saber como ela explicava pro pai a grana que ganhava e que lhe permitia levar o vidão que levava. Tal qual os políticos que recentemente usaram coisa menos ilegal para justificar coisa muito ilegal, corrupção braba em bom português, a moça foi taxativa:

– Eu digo pra ele que sou contrabandista.

Como se vê, o artifício das prostitutas de outrora são semelhantes aos usados pelos filhos delas de hoje!!!

DRY MARTINI

A revista da Folha de hoje traz matéria de capa sobre o dry Martini, com direito à receita de um barman. Quem gosta de dry Martini sempre diz que o seu dry Martini é o melhor que existe. Não fujo à regra.

Fiz longo texto há quase um ano aqui no Boca no Trombone sobre o Dry Martini preparado pelo ator Juca de Oliveira na Peça Às Favas com os Escrúpulos. Dizia eu que aquilo não seria um dry Martini e sim um Inunda Martini, tal a quantidade de água que se forma quando preparado daquela maneira.
Quem quiser ler a longa matéria, o link é http://bocanotrombone77.blig.ig.com.br/2007_43.html#post_18984065
A receita de hoje da Revista da Folha também não é perfeita. Gostaria de deixar o site da Revista da Folha, mas não encontrei. Tampouco encontrei qualquer telefone da Redação
Na receita da Folha, faltam detalhes para que o drink saia seco, isto é, sem água, trincando de gelado e até levemente azul.
Abaixo a minha receita, como sempre, com inúmeros detalhes e, em seguida, o saboroso comentário da jornalista-gastrônoma Célia Svevo.
Concluindo, frase minha sobre essa maravilha

DRY MARTINI –

Utensílios para preparar o Dry Martini

– Copo misturador
– Bailarina (a elegante e longa colher de metal)
– Passador (espécie de coador para tirar a água do misturador e para servir a bebida)
-Taça própria para dry Martini, evidentemente
– Pegador de gelo (dispensável, sempre presumindo-se que a mão esteja lavada e sem mto cheiro de sabonete)

Bebidas e ingredientes em geral – Para uma pessoa

– Gim Tranqueray
– Vermute Noilly Prat
– Gelo (cerca de uns doze cubos de gelo
– uma lasquinha de casca de limão

Explicações Necessárias

Aquele medidor de dose de uísque de bares pessoas físicas só devem ter como curiosidade. O medidor é apenas para quem vai cobrar pelo que está oferecendo. Bebidas se servem a olho. No preparo de coquetéis, fala-se em partes. No começo, talvez haja algum desperdício; a partir do terceiro, a precisão começa a aparecer.

Dry Martini bebe-se muito gelado e, paradoxalmente, sempre sem gelo. Para tanto, lá vai o começo da receita, colocar uma ou duas pedras de gelo na taça e girar para que a taça fique gelada.
Colocar umas oito pedras de gelo no Copo misturador (copão alto) e mexer com a bailarina para que o copo fique gelado.

Preparo do Dry Martini

Jogar fora a água que se formou no copo misturador. Coloca-se o passador e deseja-se essa água no balde de gelo.

Jogar fora o gelo – e água que se formou – na taça.

Despejar o gim sobre os cubos de gelo. Colocar o Vermute Noilly Prat – a olho – 1/7 da quantidade que usou de gim – . Misturar suavemente com a bailarina para gelar bem. Colocar o passador e despejar o dry Martini na Taça.

Torcer a casquinha de limão e por na taça.

Beber e usufruir muito!!!
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PERFEITO COMENTÁRIO DA CÉLIA SVEVO

“Reza a lenda que a Rainha Mãe (legendária e mais simpática figura da monarquia britânica, mãe de Elizabeth II) procedia da seguinte forma: gelava o copo com gelo e descartava. Na seqüência pingava algumas gotas de vermute e as descartava igualmente, sacudindo a taça vigorosamente em movimento de centrifugação. Para garantir, é claro, que TODO o excesso sumisse de sua vista. Só então juntava o gim. Então sorvia.
Devia ter suas razões. E viveu alegremente, semi-ébria, até os 101 anos.”

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MAIS PERTINENTES COMENTÁRIOS, RECEITAS E FRASE

O médico Flávio Generoso, amante dos coquetéis, disse que um conhecido tinha descoberto a quantidade exata que se coloca de vermute no Dry Martini. Explicava o amigo do Generoso:

– Pega-se uma garrafa de sifão, Noilly Prats, o melhor Martini que existe. Tem que ser sifão e tem que ser Noilly Prat. Coloca-se na garrafa de sifão um pouco de Martini. Vira-se para trás e espirra vermute na parede. É exatamente essa a quantidade de Martini que leva um bom dry Martini.

Danuza Leão é igualmente radical e precisa. Diz ela que a quantidade certa de Martini no coquetel é a seguinte:

– Pega-se o copo misturador com gelo e gim, aproxima-se da boca e sussurra-se: Martini. É o suficiente!!!
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Definitivamente, uma bebida fabulosa. Tenho duas frases. Coloco só uma:

– O mundo não é uma grande taça de Dry Martini. Infelizmente.

Para a burrice, não há limites!!!

Recordes sucessivos de congestionamentos de trânsito em S. Paulo fazem que autoridades anunciem medidas de urgência.

Mas não precisa ser nenhum especialista para perceber que é ABSOLUTAMENTE INCONCEBÍVEL que em ruas de comércio e trânsito pesado seja permitido o estacionamento. Com ou sem talão de zona azul, trata-se de verdadeiro absurdo.

Conheço a Teodoro Sampaio bem, mas sei que o fato se repete nas ruas principais de todos os bairros e até mesmo no Centro.

Talvez para não se indispor com o comércio e comerciantes, permite-se o estacionamento nessas vias. Para favorecer uma categoria, pune-se a cidade inteira, tanto os que andam de carro quanto os que usam ônibus (ricos, classe médias e pobres). O be-a-bá da física ensina que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço físico ao mesmo tempo. Uma faixa para estacionamento (tenho até vergonha de escrever algo tão óbvio) significa uma faixa a menos para escoar o trânsito.

Curioso é o paradoxo da coisa, ou a falta de bom senso. Enquanto (falo sempre da Teodoro) carros estacionados ocupam uma pista, entupindo tudo, nas ruas transversais abundam vagas.

Alguém já disse que a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice. É um caso típico.

Voltando ao meu setor, duas frases minhas sobre o assunto:

No instante final, um anjo deveria vir nos avisar de que seríamos ressarcidos de todo o tempo perdido no trânsito.

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Súplica do paulistano ao raiar de todos
os dias: “que o trânsito hoje me seja leve!”

Poético, né??? Mas na segunda, na terça, na quarta ….. feira…, ninguém vai ver poesia alguma das 6 da manhã às 22,30 hs na cidade!!!

Trote, Telefonia e Capacete

Três assuntos: trote, mudança de empresa de telefonia sem perder o número e piadinha sobre capacete de motociclista.

Trote:

Nas ruas próximas às faculdades, sempre nos começos de semestres letivos, cena absurda se repete. Motoristas são abordados por meninas e meninos bonitos com rostos pichados que pedem um dinheirinho.

Não dá para acreditar que Universitários do século 21 ainda acham engraçado/divertido colocar colegas calouros para ficar perambulando entre carros, ambulantes e mendigos em nome de uma brincadeira absolutamente extemporânea, inoportuna e de mau gosto.

Amigos me dizem que personalizo muito meus textos, mas não posso deixar de usar frase minha sobre o assunto:

O que se pode esperar de um país cujos jovens universitários obrigam seus colegas calouros a disputar esmolas com mendigos nos semáforos?
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O número do telefone, finalmente, será do Assinante

Assisto ao Jornal Nacional, com freqüência em companhia de competentíssimo administrador de Fundo de Ações. Milionário, por talento/esforço próprio, trata-se de uma das pessoas mais low profile (discreta) que existe. Há uns quatro anos, quando começaram a ser oferecidas diversas opções de empresas telefônicas, ele saudou a novidade durante o noticiário. Comentei com ele que de quase nada adiantaria para mim e para todos os cidadãos. Avisar amigos e clientes da mudança do número é trabalho hercúleo, praticamente impossível. Ele explicou:

– Isso só acontece no Brasil. Nos outros países, o assinante/ o cidadão é o dono do número. Ele leva esse número para a empresa que ele quiser. Nos Estados Unidos há pessoas que a cada dois meses mudam de companhia telefônica.

Já se passaram alguns anos dessa minha conversa e, ao que parece, essa medida que foi anunciada ontem no Jornal Nacional só vai valer para todos os brasileiros a partir de março de 2009. Isso, como dizia uma francesa, minha professora na Aliança, se essa lei pegar, porque, segundo ela, aqui no Brasil algumas leis pegam e outra não.

Resta-nos rezar!!!
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Capacete sem Selo do Inmetro –

A obrigatoriedade do selo do Inmetro nos capacetes de motociclista no país, em vigor há quase um mês, foi suspensa. Minha professora explicaria: essa lei não pegou.

Para divertir e mostrar que não sou mal humorado, afinal o que dá pra rir dá pra chorar, como já disse Billy Blanco, uma piadinha a respeito:

A mulher ficou entalada na privada. Gritou um pouco e quando percebeu que o zelador ouvira e já estava abrindo a porta de entrada, para atenuar o constrangimento, pegou o capacete do marido que estava no banheiro e se cobriu.

Solícito, o zelador tranqüiliza a mulher e, ao mesmo tempo, informa:

– A senhora pode ficar sossegada. Vou pegar as ferramentas, chamar um colega e vamos tirar a senhora daí.
Agora, o motoqueiro, o motoqueiro já era!!!

Liberdade é uma Coisa; Barbárie é outra.

As salas de cinema e de teatro cumprem a lei e antes do início de cada sessão informam a respeito de hidrantes, saídas de emergência e da proibição de fumar. Solicitam ainda que a platéia permaneça em silêncio, desligue os celulares, e não faça barulho.

Acontece que a falta de educação e a falta de respeito pelo próximo imperam e essas solicitações de nada adiantam. A platéia imagina que quando os atores estão em silêncio é a deixa para bater papo com o amigo, namorada e começa a conversar com se estivesse em uma sala de visitas, no mesmo volume de voz, inclusive. Muitos esquecem de desligar o celular e, acreditem, atendem o celular sem a menor cerimônia. Nessa selva, certamente o búfalo (elemento grosseiro, verdadeiro bárbaro, no mau sentido) que se limita a mandar jatos de luz no olho do vizinho a cada dois minutos para verificar quem ligou, considera-se verdadeiro príncipe, de tão educado.

Um conhecido meu que freqüenta círculos endinheirados atribui a falta de educação ao fato de as crianças não serem mais educadas pelas mães e sim pelas babás. Sendo ou não as babás responsáveis, o certo é que abusos continuados não podem ser admitidos. Vítimas de uma barbárie rapidinha (rapidinha pra barbárie é curioso, né???; rapidinha combina muito mais com substantivo imensamente mais saboroso) todos nós somos o dia inteiro e a maioria nem se dá conta. Agora, agüentar o búfalo ao seu lado durante duas horas, conversando, fazendo barulho com papel de bala e de pipoca, mandando jatos de luz no seu olho a cada cinco minutos, apesar de acontecer em todas as sessões de cinema e de teatro, é demais e deveria ser mesmo proibido.

Curioso que numa época em que seguranças imensos fardados de ternos pretos circulam por todo lugar o tempo todo, nas salas de cinema não exista um único funcionário para reprimir e até mesmo expulsar aqueles que incomodam. Se for complicado explicar para o segurança o que incomoda, basta fazer que ele assista àquele filminho de proibições que já existe e dar autoridade para ele expulsar da sala quem estiver desobedecendo o que diz o filminho.

Saída mais divertida também existe, mas julgo que não fará o menor efeito. Alguma cadeia de cinema poderia lançar um concurso para escolher o roteiro de um filme/animação de um ou dois minutos que ridicularizasse ao máximo esses bárbaros que tanto incomodam nos cinemas e nos teatros. O autor do roteiro premiado teria a produção do filme e honorários bancados pelo promotor do concurso. A cada tantos meses, poderia ser produzido um novo filme com o mesmo intuito. Para baratear a coisa, uma ou mais cadeia de salas de cinema/teatro poderiam patrocinar essa iniciativa.

Esse filme seria exibido sempre antes do início de cada sessão. Segurança de terno preto do tamanho de um armário estaria de prontidão em todas as sessões apenas para lembrar que o filminho é para valer. Aliás, deve fazer parte do roteiro do filme que o anúncio é sério e um segurança está ali para provar isso.

Não me venha ninguém dizer/escrever que minha idéia é de ditador, de nego autoritário, de cara mal humorado. Quem me conhece sabe que não sou nada disso. O que sugiro é o mínimo dos mínimos. E digo mais, sem querer ser megalomaníaco: algum órgão do governo, ligado à educação, deveria até me mandar um email agradecendo pelo texto.

No Inferno, o Ventilador está sempre ligado

Leio que as vendas de ventiladores explodem e batem recordes sucessivos.

Duas frases/teorias me ocorrem. A primeira é minha; a segunda, atribuída a Napoleão.

A minha: “Ar condicionado, invenção divina; ventilador, do Diabo”.

Certa vez, um vento chato incomodava todos na sala. Citei a teoria do Napoleão, naturalmente dando-lhe o crédito:

“Prefiro um exército inimigo pela frente a um vento encanado pelas costas”.

Arrogante, um sujeito contesta:

– Napoleão nunca disse isso.

Pois se não disse, deveria ter dito!!! (ele ou algum outro comandante)

O inferno possivelmente é assim: calor insuportável, ventilador com a potência da hélice de avião, pagode no último volume e um chato para ficar contestando. Cerveja quente, como são servidas na maioria dos bares, almoço e jantar com televisão completam o cenário.