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Questão de Nível

Hipótese Improvável 1 –

Eu perco completamente o mais mínimo resquício de senso de ridículo e convido o tenista Rafael Nadal, que está no Brasil, para jogar  tênis.

Hipótese Improvável 2 –

Ele aceita trocar meia dúzia de bolas comigo.  Se ele, de fato, quiser  trocar meia dúzia de bolas, ele vai ter que descer ao meu nível.

Bem, mas eu tenho senso de ridículo e isso  jamais aconteceria.

Entretanto, dá para estender o mesmo raciocínio para quem trata cachorro como filho.  O cachorro  jamais vai atingir o nível do ser humano.  Assim, o sujeito tem que descer ao nível do cachorro.   Óbvio.

Minha única dúvida:  quem trata cachorro como gente tem  que descer ao nível do cachorro ou ambos já estão no mesmo  nível, com apenas dois neurônios a mais, para o que caminha sobre duas patas? Explicando a função dos dois neurônio extras: um neurônio para que não mije pelas calçadas e em ambientes fechados e o segundo neurônio para que não faça  número 2, idem por calçadas e em ambientes fechados.

Eu odeio escatologia.  Mas a imbecilidade de muitos me submete a ela.  ( Definição no Dicionário de Escatologia “tratado sobre excrementos”)

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Elevando o nível,  quer ler algo “legal sobre Nadal” aqui no Trombone??? Então, Clique

Vidros de Molho Inglês/ Azeite e a Faxineira; Severo Gomes, Nossa Elite e o Escultor Temperamental

Meu total desprezo e repugnância por esses produtores/importadores de azeite,  cujas aberturas dos vidros são verdadeiras crateras.  A eles e às suas genitoras,  dedico o texto abaixo, que escrevi há quase dez anos.

Lá vai:

Com todo o carinho, você preparou para seu namorado ovos quentes, – comidinha para depois do amor, dizia o poeta Vinicius. Aquelas bonitas xícaras, devidamente escaldadas, com um pouquinho de manteiga e sal, prontas para receber os ovos. Mesa posta, torradinhas ao lado, tudo perfeito. O toque saboroso fica por conta do molho inglês. Sentados à mesa, seu namorado gentil , ao inclinar o vidro para as quatro ou cinco gotinhas que realçam o sabor do quitute, derrama um monte de molho e assim se implode todo o romantismo.

Não é o seu namorado que é estabanado. É um absurdo inconcebível, provavelmente feito de propósito para se vender mais molho inglês. Isso acontecia com a marca mais famosa de todas. Revoltado e bom consumidor que sou, troquei de marca. A mesma coisa se repete.

Comentei com o importador da tal marca mais famosa e ele me disse que era assim mesmo. Mas eu duvido que nos Estados Unidos a embalagem dessa marca apresente esse problema. Aliás, desconfio de que não seja problema algum; por incrível que pareça, tenho quase certeza que é de propósito.

Conta muito antiga lenda da comunicação que um bando de marqueteiros estavam reunidos, fazendo mil conjeturas para vender mais determinado óleo de cozinha. A faxineira que estava limpando os vidros da sala deu um palpite:

– Por que vocês não fazem um furo grandão na garrafa?

E foi isso que ficou decidido!

Era famoso o open house que a Ziza promovia no almoço próximo ao Natal para comemorar seu aniversário.

Meu pai é homem preparado e inteligente, mas às vezes insiste em algumas generalizações absurdas. Ele adorava dizer que o povo brasileiro não prestava. Toda vez que ele dizia, eu explicava que o nosso povo era maravilhoso, trabalhador, bom. Argumentava:

– Bota um inglês ou um francês para trabalhar oito horas por dia e ainda ficar quatro horas no ônibus para ver o que acontece!

Pois bem, na casa da Ziza, meu pai se entusiasma e recita sua “definição definitiva”.

Vira-se para ele o Severo Gomes, contemporâneo dele de Faculdade, e diz:

– Hiram, não é o povo brasileiro que não presta. É a elite que não presta. Nós é que não prestamos!!!

Rindo ao seu lado, lhe disse.

-Cansei de falar isso pra você, lembra-se?

Comerciantes também são caso à parte e a piadinha do escultor é ótima.

O presidente da Associação Comercial encomendou para um escultor temperamental uma grande obra que representasse o comércio. O artista aceitou desde que ninguém visse o trabalho antes que estivesse concluído.

No dia da inauguração, toda a cidade reunida, prefeito, governador, rádio, tvs… Quando se retira a imensa lona que cobria a escultura, espanto total.

– Oh…!!! – exclamou a plateia.

A escultura era uma imensa fila de homens nus, um atrás do outro, o de trás se encaixando no da frente.

O presidente da Associação Comercial foi tomar satisfação com o artista que explicou.

– O senhor não queria um trabalho que retratasse o comércio? O comércio é isso, um querendo estrepar o outro!

O presidente indignado disse que aquilo era um absurdo e garantiu que ele mesmo era sujeito muito honesto.

O artista explicou.

-Exatamente, o senhor, o senhor é o primeiro da Fila.

O importador do molho inglês, junto com  os produtores/importadores de azeite, que ainda usam  a sofisticada técnica da faxineira do buraco grandão para vender mais, deveriam ficar alternando o primeiro lugar na fila com o Presidente da Associação Comercial.

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Escrevi, conforme disse na abertura,  o texto acima há quase dez anos.  E a coisa só piora.  A cada ato/a cada empreitada,  a elite daqui mostra que o escultor da piada e o saudoso Ministro Severo Gomes  estavam  mais do que certos!

Os Poderosos Não Aprendem

Em atentando hoje em Nice, sul da  França, provavelmente do Estado Islâmico,  caminhão matou  setenta e seis pessoas e deixou aproximadamente cem feridos.

O fato é que o mundo, leia-se  países fortes,  pouco, ou nada,  aprendeu com o 11 de setembro.

Se Bin Laden e o Estado  Islâmico fossem Tropicalistas, certamente, diriam –  Viemos para balançar o coro dos contentes.

Dolorido é que inocentes pagam pela falta de sensibilidade dos líderes.   Os contentes, propriamente ditos,  estão sempre encastelados em suas mansões, cercada por seguranças, ou em  carros blindados,  idem escoltados por seguranças/batedores.

Até quando?

 

No Recreio dos Deputados, Óbvio é Imenso Bicho de Setecentas Cabeças

Óbvio 1 – O voto dos cidadãos deve ser sempre secreto.

Óbvio 2 – O voto de deputados, senadores e políticos que nos representa deve ser sempre aberto.

Mas no Recreio Sem Fim da Câmara hoje para escolher o novo presidente, o voto será secreto.

Frase minha: O problema grave é que o bê-a-bá do óbvio mais ululante  é um imenso  bicho de setecentas cabeças para a imensa maioria.

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Pedestres no Calçadão???

Calçadões.,  supõe-se terem sido feitos para pedestres.

No centro de São Paulo, eles são de pedrinhas brancas, entre quadrados de concreto (cimento cinza ou seja lá o que for), que ocupam área maior.

Pois bem, em dias de garoa, é  pisar nos quadrados cinzas e escorregar, com risco de séria queda.

Vale lembrar 1 –  São Paulo já foi considerada Terra da garoa.

Vale lembrar 2 –  Primeiro de abril já passou há mais de um mês e meio.  Ou seja, não é mentira minha.

Dá para acreditar???

Confira, pois, “in loco”.

Bordão do Trombone: o Homem já chegou à Lua quase meio século  atrás, aqui, entretanto,  o cidadão  precisa ser de circo (como se dizia antigamente) para não se estatelar no chão.

Britadeira Eterna

Não, não sou sensível demais ( a palavra certa é sensitivo, mas vá lá…).

Finalmente, uma mulher, que veio morar na vizinhança há pouco, constatou o que digo há muito tempo:  todas as semanas, ou, de dez em dez dias, tem britadeira de madrugada  atormentando os moradores do cruzamento da Conselheiro Brotero e Alameda Barros,

Agora mesmo, uma está a pleno vapor.

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E em Português, a Vida Não é Boa???

Em Jeep, ou caminhonete,  sei lá como se chamam esses carros gigantescos feitos para o solo de Marte,  na capa que protege o Estepe,  estava escrito:

– Life is Good.

Se estivesse em Português, a vida deixaria de ser boa???

É  o Complexo de Vira-Lata que acomete a grande maioria  dos brasileiros  3.600 segundos por hora, 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Complexo de Vira-lata  é o sentimento de inferioridade do brasileiro em relação a Estados Unidos e Europa, “tradução”/definição  livre minha  do termo de Nélson Rodrigues.

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Dormir com Cachorro, Grande Barato Para Muita Gente!!!

Cães tratados como gente,  invadindo shoppings, padarias, fuçando canelas pelas calçadas,  todo mundo vê o tempo todo.

Agora a coisa está ficando mais séria.

Pesquisa realizada por empresa que oferece hospedagens para cães,  mostra  ” que 71% dos donos dormem com seus cães. Isso significa que três em cada quatro cachorros dividem a cama com seus “pais”, sendo 43% frequentemente e 28% de vez em quando.”

Na verdade, pouco me importaria se 100% dos donos de cachorros os levassem para dormir em suas camas.  O problema é que cachorros ( e seus donos) infernizam a vida do cidadão, quer cheirando  canelas pelas calçadas , quer latindo compulsivamente.

Não bastasse compartilhar a cama,  “51%  dos entrevistados, por exemplo, admitem que seus cães assistem televisão. Na sexta-feira à noite, 93% dos tutores preferem a companhia do pet a sair para baladas. E, a cada aniversário do cachorro, 47% afirmaram ter vontade de fazer uma festa para comemorar. Dos 29% que já fizeram uma festinha de parabéns para o seu cão, 38% afirmam fazer todo ano”

Frases minha: O sujeito que diz que seu cachorro só falta falar, só falta latir.

Daqui a pouco estarão latindo, por enquanto, ao que tudo indica, apenas gemem de prazer ao dividir a cama com outro animal.