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“Cachorros Deixam na Calçada o Mesmo que os Donos têm na Cabeça”

Ouvi na Rádio Band News terça-feira de Manhã que moradores da Pompéia,  zona Oeste de S. Paulo,  estão fazendo campanha para  acabar com merda de cachorro pelas ladeiras do bairro.  Legal é o lema:

“Os Cachorros deixam pelas ruas o mesmo que os donos têm na Cabeça.”

Lá vai,ou lá vão,  sobre o tema.

Acho o máximo do ridículo os pseudo politicamente corretos que embrulham a mão em sacolinha de supermercado e, se achando o máximo do civilizado, jogam a merda com saco e tudo no primeiro cesto de lixo que encontram.

Frases minhas:

  • Civilizado não é sair por aí catando a merda do cachorro e sim fazer o bicho cagar em casa.
  • Dize-me que levas teu cachorro para cagar na rua e te direi quem és  (o imperativo do verbo dizer é esse mesmo – dize-me)

Não conheço suficientemente os Estados Unidos, mas parece que lá, além da pazinha para recolher a merda, o sujeito ainda precisa  despejar um produto químico em spray  sobre os resquícios de bosta que ficam pela calçada.

Os mais próximos  sabem  que detesto humor e palavras “excretivas”,  entretanto abordar o tema sem usá-las é impossível. Afinal, excretivos, e até pornográficos,  são os donos de cachorro.

 

 

Não Mereço

Hoje, sem A  Grande Família e com a Sem Gracice de Amor e Sexo.

O outro programa, suponho, seja de Música Brasileira.  Nome do programa; The Voice Brasil.

É muita babaquice, sem qualquer conotação sexual,  e Complexo de Vira-lata pra lá de metro.  Complexo de vira-lata é como Nélson Rodrigues batizava o sentimento que o Brasileiro tem de se sentir inferior em relação ao estrangeiro.  Dentro dessa, graças a Deus, estou fora.

Eu não mereço!!!

Infelizmente Esse Comerciante Não Sobreviveria

A obsessão que as pessoas têm por fazer três, quatro   coisas ao mesmo tempo,  e não permanecer de corpo e alma onde realmente estão,   me intriga há muito.  Sempre pensei que  ao invés de equipar suítes de motéis com muita parafernália,  deveria ter  aviso singelo:

Aqui não há  coisa alguma  além do necessário.  A atração são vocês mesmos.  Desfrutem-se e Divirtam-se.

Acabei de receber email  do fiel  leitor Júnior Bataglini com  foto de  aviso em que o teor é exatamente esse.  Mais perfeito do que  a foto, apenas se não houver televisão e o local contar com algum dispositivo que simplesmente impossibilite o uso de Celular.  Vejam.

Triste, muito triste, é pensar que além de mim e do dono, provavelmente não entrará um único freguês  e  o estabelecimento  não sobreviverá por mais do que algumas poucas semana.

O mundo virou esse inferno!!!

 

Jantar do Marido Já Era – Há Muito Tempo. Agora é a Vez do Sexo Dançar!!!

Leio que TV Globo tinha planos de  programar novela também para as 23 horas. Como Saramandaia não alcançou o sucesso esperado, fica tudo suspenso.  E eu torço para que o projeto de mais novela fique congelado pelos próximos 40 anos.

Primeiro o óbvio, o tele-teatro da Globo é o melhor do mundo.  Para mim,  entretanto, ter compromisso até com capítulos de novela não presta.  Séries curtas,  de uma ou duas semanas no máximo,   passam.  Ainda  assim complica,  porque sempre haverá outras alternativa  de lazer e até mesmo obrigações  em uma ou mais noites ao longo desse período.

Curioso é que quadro humorístico da própria TV Globo, há mais de 20 anos, já questionava esse excesso de novelas.

Sujeito liga para a mulher, diz que é de Instituto de Pesquisa, e quer saber quais as novelas a que ela assiste:

– A senhora vê a novela das Seis?

– Vejo!

– A  das Sete?

– Vejo!

A  senhora vê a novela das 9?

– Vejo!

O sujeito do Instituto de Pesquisa comenta:

– Poxa, a senhora vê tudo; menos o jantar do seu marido.

Agora,   a novela vai consumir até o horário  que até então vinha sendo reservado para atividades mais palpitantes.  Sem contar que ao longo do Dia, em padarias, restaurantes, loja de sapatos, floriculturas o sujeito vai “poder estar assistindo” *  mais novela nos Vale a Pena ver de Novo da Vida  nas televisões do Planeta que permanecem ligadas 24 horas por dia.

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* Absurdo  desses merece  esse tempo verbal tão adorado pelos   analfabetos pretensiosos!!!

Não Bastasse a Voz de Estação/Aeroporto, A Mulher Ainda Inventa Divisão Esdrúxula dos Números

Na mensagem da minha secretaria eletrônica comercial,  peço para quem ligou  deixar o nome, recado e falar pau-sa-da-men-te o número do telefone.

Hilário.  As pessoas dizem: A  –  qui     é      o   pin –  tor      Jo –  sé     Ma –  ri –  a     Al –  bu –  quer –   que,     meu   te –   le –  fo –   ne –    é.

E aí, numa velocidade supersônica, metralha o número, de tal forma incompreensível.

Com o acréscimo desse Nove agora, torna-se praticamente impossível.   A velocidade supersônica, só para dizer o número, naturalmente, permanece e, para complicar,  eles fazem as divisões totalmente  absurdas para dizer dos algarismos. É assim  9  9 99 1   3  2  4 1, mas também pode ser assim :  99  9  91  324    1.  As possibilidades são várias e todas utilizadas, menos a mais lógica:  9  9991  32   41.

Pois não é que agora, ao ligar para o celular de conhecido, a mulher da operadora,  com voz de Aeroporto característica, dividiu o número da maneira mais esdrúxula possível.  Secretária eletrônica, caixa postal, deveriam conter mensagem do dono da linha, dizendo com calma e divisão certa o número e, se possível, o nome ao final.  Mas acho que essas mulheres com voz de estação/aeroporto são  o Insulfilme da telefonia .

A vida virou um Inferno!!!

Búfalos Nadando de Braçada

Há pouco no Shopping Higienópolis, garoto, de uns cinco anos, caminha ao lado do pai fazendo muito barulho com o sapato em um piso frio  (pois é, ele conseguia).  O pai, ao celular, discute com a mãe;  óbvio,  nem ouve o moleque incomodando quem estava por perto   e diz que o filho tem  fome.   Muitissississimo provavelmente, a mãe estava no mesmo shopping ,  alguns metros distante.

O mundo se transformou nisso!!! Búfalos nadam de braçadas e quem quiser sossego que fique em casa!!!

 

CQC Promove Justa Vingança Em Nome de Todos Nós

Os divertidos e irreverentes rapazes do CQC promoveram belíssima vingança contra  operadora de telemarketing.

Na verdade, não é só o problema do telemarketing – propriamente dito –  que agride o cidadão.  Aliás, quem não quiser receber telefonemas de telemarketing pode registrar isso talvez na sua operadora de telefonia; não me lembro.   Tomei essa providência e  nunca mais recebi qualquer ligação me oferecendo o que quer que fosse.

De qualquer forma,  o atendimento por telefone ao  cidadão,   que  precisa registrar uma queixa, muitas vezes é torturante pela demora, pela musiquinha e pelo labirinto no qual o cliente insatisfeito é entuchado.  Mas parece que isso, que eu chamo de atendimento ao consumidor,  também é abrangido pelo tal do telemarketing, o que torna a vingança do CQC mais oportuna ainda.

Assista ao CQC e divirta-se você também.  Clique

Barulho e Dor – Mas os Causadores Estão Pouco se Lixando

A partir de quinta-feira, é sempre a mesma coisa.  Síndicos  e donas de casa, “pseudo” zelosos, mandam que seus empregados “varram” quintais e calçadas com a maldita máquina wap.

Pseudo zelosos,  já que se importam com suas propriedades e estão pouco se lixando para o desperdício de água e o barulho infernal dessas maquininhas.

Ora, quintais e calçadas limpam-se com água,  sabão, escovão e esguicho – ligado apenas para molhar  a área e para enxaguar  a espuma  e a sujeira.

Aliás, equipamentos que  produzem esse nível de ruído não deveriam, sequer, ser aprovados.  Tecnologia tem que ser eficaz e silenciosa.  Uma dessas duas qualidades ausentes e não é mais tecnologia; é estorvo.

Mais ou menos como dentista e médico.  Não bastam a eles eficiência no combate às causas; é preciso ter delicadeza para que o tratamento poupe o cliente  de dores e incômodos.

Conheci excelente dentista.   Era comum o paciente  reclamar e ele protestava  que naquele instante  nem  estava  tratando o dente.

O paciente:

– Não é o dente que está doendo.  Dói a minha perna (na verdade um pouco mais para dentro) porque você está apoiando o joelho nela (nele).

Abaixo TV nos Bares e Restaurantes – em Prosa e Verso

Sempre odiei televisão em lugares públicos, sobretudo nos  bares e Restaurantes.  Já escrevi a respeito.  Alegrou-me ver hoje na Revista da Folha que não estou sozinho.  Fabrício Corsaletti concorda comigo.  Leia primeiro os divertidos versos dele e a seguir o meu protesto em prosa. Também na Folha já havia lido opinião  semelhante à nossa.

Balada contra bares com TV
Fabrício Corsaletti – Em Verso

gosto de livro e cinema
de churrasco e de saquê
gosto de pop e Velásquez
e um pouquinho de pavê
gosto de samba e de rock
sou tarado ni você
gosto dos anos 60
e até do rio Tietê
mas uma coisa eu detesto —
é boteco com TV

prefiro ficar em casa
beber sozinho, morrer
a assistir no fim do dia
o Datena enlouquecer
prefiro ir pra Liberdade
me humilhar no karaokê
ou, melhor, sonhar na rede
com uma baiana e dendê
pois juro que não suporto
botequim que tem TV

que moda mais desgraçada!
de plasma ou de LCD
o mundo não tem mais jeito?
esperem pelo 3D!
sei que (viva o dicionário
e o Tom!) “matitaperê”
é ave cuculiforme
esquilo, “caxinguelê”
só não entendo, e abomino
taverna que tem TV

enfim, não falo mais nada
me cansei, fazer o quê
porém lamento e protesto
contra bares com TV

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Televisão Ligada 24 Horas por Dia – Em Prosa – EuPublicado aqui no Boca em 24/6/2010
Suponho que as crendices do tipo comer manga com leite faz mal, gato preto cruzando o caminho traz má sorte, apontar estrela com dedo faz nascer verruga, sexta-feira 13 é dia de azar sejam meras superstições. Não ajudam, mas também não atrapalham e, principalmente, ninguém se beneficia delas.

Já o mito que se criou de que ver televisão no escuro faz mal tinha  um objetivo claro: imbuir na cabeça de todo mundo que a televisão não precisa de uma atmosfera   propícia para ser vista.  Usei o verbo no imperfeito (tinha) porque hoje não tem mais.  O objetivo foi mais do que atingido.  Televisão ligada 24 horas por dia  passou a fazer parte do mobiliário de todo o lugar a  que se vá.

Na mesa ao lado da minha em um agradabilíssimo restaurante de Ubatuba, senta-se um jovem casal com uma filhinha de uns cinco anos.  A menina trazia uma pequena tv portátil e dezenas de dvds que ela  botou para assistir durante o jantar.  Se no dia do seu casamento a hoje menininha  levar uma versão  em miniatura dentro de um óculos para o altar, não ficarei nem um pouco surpreso.   Aliás, suponho que essa televisão estivesse  instalada no carro da infeliz família  para  assistir (inclusive quem está guiando) enquanto se locomove.   Se é proibido não sei.  Já vi.  Se não é proibido,  deveria  ser: tanto no trânsito quanto cometer a indelicadeza de levar um trambolho para incomodar os vizinhos de restaurante.  Literalmente, para usar bordão do Boca, búfalos em férias!!!

Véspera de Copa do Mundo, nos pouquíssimos  lugares onde não havia televisão, elas começam a ser instaladas.   A Copa acaba e elas não serão desinstaladas.  Já há quase um celular para cada brasileiro.  Creio que exista mais de uma televisão por  bar/restaurante aqui no Brasil.  É aporrinhhação que não tem fim!!!

Televisão em bares/restaurantes deveria ser determinado pelo bom-senso e educação que seria  ligada em uma única oportunidade: jogo do Brasil na Copa do Mundo e só.  Aliás, em consideração aos garçons/funcionários e todos aqueles que estejam trabalhando porque ou bem se assiste ao jogo ou bem se janta/almoça.

Frase minha sintetiza bem a coisa.  Podia ter poupado todo mundo de tantas palavras e colocado apenas a frase.  Lá vai:

O sujeito sai para jantar fora, mas a televisão não pode “sair pra fora” do jantar dele.

E quem não é búfalo que durma (coma) com um barulho desses!!!

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