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Bóris, Mude o Bordão!!!

“Isso é uma Vergonha!!!”, fecho dos comentários do jornalista/apreentador Boris Casoy no Telejornal da TV Bandeirantes, já se tornou bordão para quase todas as notícias relacionadas à economia e, “muito principalmente”, à política.

 
Como tudo o que acontece no Brasil em termos de política é mesmo uma vergonha,  esse bordão só tende a perder a força que tinha no começo.

Talvez Boris devesse mudar a tática.  Quando ler e comentar algo normal, natural, honesto e de bom senso que tenha acontecido na nossa política ou economia,  aí sim, ele deverá concluir:  ISSO NÃO É UMA VERGONHA!!!

Certamente esse slogan será “infinitissimamente”  menos empregado que o original.

Não é mesmo, políticos  e elite  tupiniquins???

Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil. É Muita Felicidade – para os Empresários e Políticos!!!

“RRRioo de Jânêro” exxcolhido” para a sede das Olimpíadas de 2016, beleza!!! Beleza para quem gosta. Para o desenvolvimento econômico e social do Estado, segundo li, também é muito positivo. Particularmente, eu ficaria muito contente se S. Paulo não fosse sede de Grupo algum durante a Copa do Mundo de Futebol a ser realizada no Brasil em 2014. Muita zona, muita exploração, muito desassossego.

Mas o que quero dizer mesmo é que a realização dos dois maiores espetáculos esportivos do Planeta em terras brasileiras me fazem lembrar episódio que adapto para os dias de hoje.

Meados da década de 70, político escolhido pelo regime militar para prefeito de S. Paulo estava no Ponto mais alto da cidade, já naquela época um ninho sem fim de problemas, e solta essa batatada:

– Daqui de cima, quanta possibilidade que eu vejo!!!

Se ele, ao menos, tivesse dito, quantos desafios, eu vejo. Mas quanta possibilidade…???

Pois bem, imagino que políticos e, principalmente, empresários nesse exato momento devam estar esfregando as mãos de contentamento e pensando:

– Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, mas quantas possibilidades de Super-faturamamento!!!

Dia Mundial sem Carro – Metrô Limitado; Bicicleta, Inviável!!!

Hoje é o dia Mundial sem carro.

Imensíssimo  luxo: ter um carro na garagem e poder dar conta das tarefas do dia-a-dia a  pé e também de metrô.  Sempre digo que o carro me proporciona duas sensações opostas:

• Extrema liberdade/mobilidade.  Se quero ir comer aquela pizza gostosa (o Camelo que não fique com ciúmes) lá no Bom Retiro à noite, ótimo ir guiando, batendo um papo ou, caso esteja sozinho, ouvindo a CBN.

• Extrema prisão/imobilidade.  Durante o dia, quando chego a uns 2 km do lugar onde vou, já quero estacionar logo, me livrar do trambolho, digo carro, e chegar a pé.

Tenho ido com freqüência ao Centro, centrão mesmo, arredores da Praça da Sé.  Não tenho a mais mínima idéia como sair de carro da minha casa, Higienópolis,  e chegar nas redondezas. Vou sempre de Metrô.  Chuva???  Não me faz mudar de idéia.  Mudo de sapatos.  Ponho uma bota de borracha de lavador de garagem, um guarda-chuva e, feliz, vou pisando em tudo quanto é poça d´água, tal qual uma criança.

Vou falar o óbvio:  o problema é que nosso metrô tem uma abrangência muito ínfima.  Se nossos prefeitos/governantes (principalmente aquele senhor caricato de voz metálica),  ao invés das imensas avenidas, tivessem construído metrô,  todos teríamos mais facilidade de nos locomover. E a população- refém do caos –  não desperdiçaria tanto tempo no trânsito, a poluição seria menos impiedosa e até a economia colheria frutos.  Automóvel é ultrapassado.  Metrô é moderno/contemporâneo/adequado .
Mas o que temos??? Imensas avenidas rasgando a cidade e  por onde sequer, salvo engano meu (que não sou especialista no assunto), nem ônibus circulam. Quem não tem carro, que faça como a Angélica, em antiga música, que vá de táxi!!!

Vi numa das inúmeras viagens que o Metrô está selecionando depoimentos de usuários para Ilustrar alguma Campanha. Frasista e falante, fiz uma frase que já enviei, mais ou menos assim:

Se tiver Metrô e você me oferecer um carro de luxo com motorista, eu vou de Metrô.
Outra frase minha para  expressar meu  “amor” e identificação:  “O bilhete múltiplo do metrô, que trago permanentemente comigo, é o meu passaporte de cidadão paulistano”.

O Metrô substituiu o passe do bilhete múltiplo por  um cartão eletrônico, batizado de Bilhete Único que, naturalmente, já está na minha carteira.

BICICLETA – NA PRÁTICA A TEORIA É OUTRA

Acreditar em bicicleta para se locomover no dia a dia nesta cidade, infelizmente, é tão estranho quanto acreditar em Papai Noel e Cegonha.

Mês de fevereiro último em S. Paulo.  Movimento de carros nas ruas, infinitamente menor. Jardim Paulistano, um dos bairros  de ruas menos movimentadas de S. Paulo.  Fui andar de bicicleta com minha namorada, em  tarde de uma quarta-feira.  O risco de ser atropelado, a preocupação de a nomorada ser atropelada, a impossibilidade abolutamente absoluta  de os dois andarem lado a lado para conversar, tornam um mero passeiozinho  pelo Jardim Paulistano muito mais estressante do que se eu tivesse conduzindo uma jamanta.

Bom dia Mundial Sem Carro para todos nós!!! Esperando que daqui a alguns anos, esse desejo não possa ser entendido  como uma imensa ironia. 

Em tempo: hoje – Dia Mundial Sem Carro – (mesmo chovendo) já usei o metrô e, infelizmente, o carro!!!

Pias Obrigatórias em Restaurantes, Padarias e Butecos Já!!!!

Cinqüenta e seis pessoas  haviam morrido no Brasil até o dia  28 de julho desse ano vitimadas pela Gripe Suína, também responsável pelo adiamento da volta às aulas de milhões de crianças e jovens. 

Há pouco mais de uma semana, publiquei texto aqui sugerindo que a mania nacional de se cumprimentar dando as mãos fosse questionada,/repensada, como dizem os pseudos intelectuais.
http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/08/05/gripe-suina-e-uma-nova-sociedade/ 

O momento é oportuno para que autoridades sanitárias Municipais, Estaduais e Federais determinem que todos os estabelecimentos comerciais que vendam alimentos para serem consumidos na hora sejam obrigados a fornecer pia para que o cliente/freguês tenha a possibilidade de lavar as mãos antes de comer.   Não só pia, como também toalheiro de papel e sabonete líquido, que devem ser permanentemente repostos. 

Não venham me dizer que é caro/complicado para não ouvirem o bordão do Boca:  O homem já chegou à Lua (cê viu, fez quarenta nos outro dia???) e nós não conseguimos tomar medida tão útil/oportuna.

Que ninguém alegue, muito menos associações comerciais e de proprietários de restaurante,  que isso obrigaria os comerciantes  a cobrarem  mais R$ 0,50 ou  R$ 1,00 por sanduíche/salgadinho vendido.  Aí tenho que repetir a piadinha sobre o comércio; aliás, muito boa.. Lá vai:

O presidente da Associação Comercial encomendou para um escultor temperamental uma grande obra que representasse o comércio. O artista aceitou desde que ninguém visse o trabalho antes que estivesse concluído.

No dia da inauguração, toda a cidade reunida, prefeito, governador, rádio, tvs… Quando se retira a imensa lona que cobria a escultura, espanto total.

– Oh!!! – exclamou a platéia.

A escultura era uma imensa fila de homens nus, um atrás do outro, o de trás se encaixando no da frente.

O presidente da Associação Comercial foi tomar satisfação com o artista que explicou.

– O senhor não queria um trabalho que retratasse o comércio??? O comércio é isso, um querendo estrepar o outro!!!

O presidente indignado disse que aquilo era um absurdo e garantiu que ele mesmo era sujeito muito honesto.

O artista explicou.

-Exatamente, o senhor, o senhor é o primeiro da Fila.
Sei que o órgão mais sensível de todo mundo, principalmente dos comerciantes,  é o bolso.  Mas seria muito bom  que as tais pias começassem a ser obrigatórias e construídas, em curto espaço de tempo.   

Obedecer à determinação seria uma maneira de  os proprietários de bares, padarias, confeitarias e congêneres ajudarem a mudar a imagem que se tem do comércio e até mesmo demonstrar na prática que  não fariam jus à piada – por enquanto, bastante oportuna!!!

Pizza com Ketchup, Pizza no Almoço, Pizza de Tudo – São de Matar!!!

Para comemorar o dia da Pizza, hoje, rápidas considerações, com minhas idiossincrasias de sempre – naturalmente!!!

Ouvi no Rádio hoje de manhã que no Rio se come pizza com Ketchup.
Não dá, não é mesmo???

Comer Pizza no almoço  também não dá!!!

Conhecido meu dizia que para atenuar aquela sensação que toma conta de todo mundo no comecinho da noite de domingo, deve-se assistir a um filme leve no cinema e comer uma Pizza depois (no Camelo, aí já é por minha conta – Pizzaria Camelo – a melhor pizza do mundo -. R. Pamplona com Estados Unidos, Jd. Paulista, SP, Capital -Fone 3887 – 6004;  3887-8764 – um dos endereços.  Não comi todas as pizzas do mundo, naturalmente, mas não pode haver melhor!!!)

Não adianta ser criativo e querer inventar pizza de tudo quanto é coisa. Pizza são quatro ou cinco:  mussarela, calabresa, aliche, alho e óleo, uma ou mais duas das quais não me recordo. O resto é papagaiada!!!!

A respeito dessa criatividade sem limites, frase minha para encerrar o assunto:

Logo  mais vão inventar a pizza de feijoada e, em seguida, a de sushi

Boas pizzas hoje e sempre  para todos nós, paulistanos, cariocas, brasileiros e italianos!!!

Cidadão/consumidor – Exerça(m) Seus Direitos. Funciona!!!

Ter um aborrecimento/prejuízo e deixar barato é muito caro.   Caro para o bolso e, principalmente, para sua saúde, já que é horrível a sensação de fazer papel de Palhaço. Para variar,  hoje, ao invés de terminar, começo com uma frase minha: 

“Só palhaço profissional faz papel de palhaço.”   Há pessoas mais inteligentes e menos inteligentes, mas não existe palhaço.

Por incrível que pareça, os 0800 – ou qualquer outro sistema de Atendimento ao Consumidor –  das empresas, em geral,  funcionam.  Sempre tenho sucesso nos meus pleitos. 

Quando os 0800  daquelas famigeradas empresas – mais que multadas pelos órgãos de Defesas do Consumidor – querem vencê-lo pelo cansaço, sistematicamente “derrubando” sua ligação e nocauteando sua paciência,  há um atalho que deve ser usado. Conto alguns casos resolvidos pela via comum; depois, dou  o mapa do atalho.

Caso 1 –  Barrado no Estacionamento

Comprei ingresso para o Espetáculo da Meia-Noite do Sabadão em Teatro localizado dentro de um Shopping Center de S. Paulo.  Chego às 23,40 hs  e, embora bares, restaurantes, cafés, cinemas e até teatros estivessem funcionando no Shopping, o guardinha, (no pior sentido , de autoritariozinho)  do Estacionamento me proíbe de entrar.  Naturalmente perco o teatro.  Na segunda-feira, explico o ocorrido para o produtor da peça.  Sujeito delicado (se me entendem!!!) deve ter achado uma audácia minha e tenta me enrolar.  Não insito.  Ligo para a Administração do  Shopping, conto o ocorrido.  Explico que vou deixar na portaria do meu escritório envelope contendo minha entrada do Teatro.  Peço que o Shopping mande através de Motoboy  valor do ingresso em dinheiro vivo e também uma carta se desculpando pelo ocorrido.  No horário combinado, lá estava o envelope timbrado do Shopping.  Dentro, meu dinheiro e a cartinha de desculpas.

Caso 2 – Maçaroca de Presunto  Cru

O capricho que empenhei para fazer jantar em casa para minha namorada estava prestes a ir  por água abaixo. Abro  a embalagem de presunto Cru e  percebo que era humanamente impossível separar as fatias.  Ou eu servia melão com presunto cru em bolas, ou trocava de entrada.  Troquei a entrada.  Dia seguinte, explico o caso para o 0800  do Frigorífico.  Dois dias depois, foi feita a troca.  Sem muita conversa, como tem mesmo que ser. 

Caso 3 – Orelhão engoliu cartão

Nem tento muito e já percebo que não vou reaver meu cartão telefônico devorado no meio da noite em Ubatuba.  Anoto o número do Orelhão, a rua em que se encontrava e o número da casa  em frente.
Em São Paulo, mando email  para a empresa concessionária. Relato o episódio.  Explico que não tenho celular e carrego sempre comigo alguns  cartões telefônicos de 50  e 75 unidades.   Dessa maneira, não poderia informar se o cartão engolido foi o de 50 ou 75.  Falo que o usuário  não pode  ficar no prejuízo.  Peço cartão de 75 e uma cartinha de desculpas acompanhando o cartão.  Relações públicas da empresa me telefona, pede mil desculpas.   Dois dias depois, recebo pelo correio o cartão de 75 unidades.

Caso 4 – Tempero Vencido.

Em  praia deserta, ao abrir o vidro de pimenta calabresa que usaria em  prato especial para meus anfitriões,  percebo que, embora dentro da validade,  não havia ali qualquer semelhança com pimenta calabreza.  O produto estava mais do que velho, mais do que mofado.

Em S. Paulo,  relato o caso para o 0800.  O atendente me informa que realmente houve um problema com aquele lote.  Quatro dias depois, recebo,  além do  vidro de pimenta calabresa, toda a linha de temperos em pó da empresa, bem como duas ou três pimentas em conserva.

Zona Azul – no final, tudo Azul

Conforme  previ e relatei,  no Post – Zona Azul, Aborrecimentos à Vista http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/05/08/zona-azul-aborrecimentos-a-vista/,  tive mesmo aborrecimentos para trocar cerca de 9 folhinhas que deveriam ser substituídas. 

Fui ao posto de trocas indicado no site e o prazo já se havia esgotado.  Diversos leitores (sempre para os padrões do Boca no Trombone) também contaram seus percalços nos comentários.  O lógico seria que o usuário/cidadão/contribuinte usasse os cartões que havia comprado até que eles terminassem.  Mas não,  mudam-se as regras do jogo no meio e se bota uma cidade inteira para correr atrás do prejuízo.

Expliquei por telefone para alguns funcionários que a maioria daqueles cartões eram do meu pai  – de 88 anos – que havia ido comigo, em dia de chuva – até o local determinado pelo site e lá ficou sabendo que o prazo de troca  estava esgotado. Depois de muita discussão,  o funcionário concordou em entregar na portaria do  escritório do meu pai as novas folhas de zona azul e recolher aquelas vencidas por decreto.  Concordou, prometeu e, logicamente, cumpriu a promessa!!!

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Como se não bastassem os aborrecimentos diários que a cidade grande nos impõe,  quem não quiser ser passado para trás tem mesmo que reivindicar,  até mesmo espernear/insubordinar-se.

O atalho

Você sabe, melhor do que ninguém, que 0800 de algumas empresas existem apenas para irritar, botar pedras,  pneus incendiados. –  Verdadeiras barricadas no caminho daqueles que não admitem passivamente  exploração e o abuso.  O contribuinte/usuário  liga(m) e começa (m) a levar baile do atendimento eletrônico até a linha cair.

Quando isso acontece comigo, ligo para a Assessoria de Imprensa da Empresa ou do órgão Público, digo que sou jornalista e peço para o colega me ajudar, porque o atendimento ao consumidor não está funcionando. 
Faça o mesmo.  Se você é advogado, ligue para o Departamento Jurídico, se é médico, para o Departamento Médico.  Talvez aquela empresa não tenha departamentos compatíveis com sua atividade.  Nesse caso, peça para a telefonista  ligar para algum diretor, explique para a Secretária dele  que está sendo enrolada e peça para ela resolver a coisa.  Em último caso,  a secretária do Diretor vai pedir que o chefão do 0800 ligue para você.  Aí, o tratamento vai ser bem diferente, uma vez que o tal chefão de 0800 já sabe que você não é cordeirinho pacífico que fica tristinho quando a ligação do 0800 cai.

Ou então, bote a boca no Trombone e me escreva contando o ocorrido,  o número do atendimento do Consumidor da Empresa para eu verificar que, de fato, não funciona e o telefone da Assessoria de Imprensa do Órgão.   Conte o seu caso nos comentários do post  e me mande um email  também,  contendo os telefones acima.

Não garanto nada, só empenho!!! 

Antes de dar meu email, esclarecimento. 

Há mais de dois anos fui (e continuo sendo) super-hiper bem acolhido aqui no Ig.  Não por ingratidão, mas por ligeira dificuldade em alguns setores da Internet, mantenho meu email antigo.

paulomayr@uol.com.br

Proibido por Lei 2 – Bote a Boca no Trombone Também

Meu post de ontem não fez sucesso algum. Zero comentários.

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/04/16/proibido-por-lei-1-bote-a-boca-no-trombone-tambem/Mas falei que ia publicar a seqüência (tinha trema, ainda tem???Acho que não).  Não sou de dar cano.  Assim sendo, lá vai.  Aliás,  vamos BOTAR A BOCA NO TROMBONE!!! Exorcisme  (é assim mesmo) com  tudo.  Aproveite.  Não paga nada!!!

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Os búfalos lights devem se achar educadíssimos porque o celular deles não toca Pour Elise no Cinema: limita-se a emitir jatos de luz no olho do vizinho.  Ora, tenha a paciência!!! E que carência afetiva é essa que não permite  ao elemento (como diria o amigo  Flávio)  ficar duas horas quieto,  sem se preocupar se está ou não sendo de alguma forma desejado??? 

Os lugares públicos foram transformados em permanentes recreios de crianças do maternal (búfalos é mais delicado???).

Aliás, na rede Cinemark de cinema, antes de o filme começar havia o seguinte aviso:

– EVITE FALAR ALTO

Como dizia uma ex-namorada, deixa eu entender: quer dizer que pode conversar a vontade e, se for possível, solicita-se aos búfalos que não gritem???  O que mais as pessoas fazem no cinema é exatamente conversar e fazer barulho com o papel de pipoca. Certamente elas acham que quando os personagens estão em silêncio, a senha tá dada para uma troca de idéias, como se estivessem vendo um DVD em casa!!! Desejar silêncio na sala de cinema virou idiossincrasia; conversar, direito de todo e qualquer búfalo.

No banheiro, na hora de enxugar as mãos, além de não ter a opção de escolher entre a tradicional toalha de papel e o famigerado secador elétrico, o cidadão ainda tem que agüentar lição de moral ecológica. Uma plaquinha na máquina explica:
– Ao usar esse aparelho, você está economizando (ou salvando – não me lembro)  árvores!!!

Ora, se for assim, o coerente é proibir sapatos de couro.  Suponho que a cada 15 segundos o atrito de solas de sapato com o solo, quer de cimento  ou de barro, consome de três a quatro bois em couro. Até você ler o final desta gracinha, pelo menos dois bois já terão sido consumidos, só para esse fim- solas de sapato -. Vamos exigir um pouco de coerência, pelo menos do desinfeliz que decidiu colocar a plaquinha ecológica no enxugador de mãos. Mas sou obrigado a lembrar ao autor das plaquinha que tênis também consome borracha. Olhem que cena grotesca: aquelas árvores imensas atrozmente sendo golpeadas por perversos seringueiros que lhes sugam o látex!!!

Almoçar, jantar sossegado tendo direito a conversar com um amigo ou mesmo ao silêncio também virou idiossincrasia. A televisão tá ligada o tempo todo em praticamente todos os restaurantes. Como digo sempre, vejo o Jornal Nacional e janto todas as noites, mas faço uma coisa de cada vez. Impingir ao cliente que jante assistindo aos detalhes do crime do dia, definitivamente, deveria ser proibido por lei!! Falo sério: lei mesmo!!! Televisão ligada em bares e restaurantes deveria ser permitida em uma única ocasião: Jogo de futebol do Brasil em Copa do Mundo. Aliás, sugiro aos críticos de restaurantes que façam uma campanha para que sejam retiradas toda e qualquer televisão de Restaurantes, mesmo as que exibem vídeo- clips. Televisão durante o jantar, todo e qualquer búfalo tem o direito de ter, mas somente em sua casa ou na casa de colegas búfalos. Não posso exigir restaurante com teto lilás, mas… Ponto final nesse assunto!!!

E o som ambiente que, como eu digo, só faz infernizar o ambiente!!!??   Onde quer que se entre, a música tá no último furo. Já passei em frente a lojas chiquíssimas do shopping Iguatemi em que as balconistas estavam se divertindo com programas popularescos, certamente produzidos – como diz o próprio nome – para atender às camadas populares (dando uma pseudo e pretensiosa sofisticação ao artigo e, concomitantemente, não sendo politicamente incorreto).

Politicamente correto, sob todos os aspectos, principalmente do ponto de vista da higiene, seria proibir que nas padarias  pães, bolos, salgados  fossem colocados sem qualquer proteção no balcão entre o funcionário e o público. Ou seja, todos esses produtos ficam recebendo saliva/cuspe – democraticamente – tanto do consumidor quanto do funcionário. É óbvio que todo e qualquer produto desembrulhado pra venda deve ser colocado atrás do funcionário.  Essa falta de higiene acontece em praticamente todas as padarias. Há grandes padarias onde, inclusive, panetones, bolos devidamente desembrulhados estão pelo meio do corredor. Mandei email a esse respeito para o órgão competente. O burocrata de plantão me mandou uma resposta que eu não consegui entender. Mandei de volta email dizendo que era jornalista formado e que mesmo assim não consegui entender coisa alguma do que ele escrevera. Providências mesmo, nenhuma!!!

Ainda questões de higiene. Nos supermercados da, provavelmente, maior rede do país, azeitonas, picles, frutas secas estão colocados pelos corredores. O público mesmo é quem se serve. Quem quiser, passa, abre ali, pega uma azeitona. Muitas vezes aquela colher cujo cabo foi manuseado por todo mundo ad infinitum cai dentro do produto. Pedir providências do órgão responsável pela higiene é idiossincrasia??? Eu não compro em hipótese alguma pães expostos à saliva coletiva (até rimou, hein!!), tampouco esses produtos sem embalagens espalhados pelos corredores!!!

Mais uma coisinha só a esse respeito. O sindicado de bares, restaurantes, padarias, etc deveria passar orientação ensinando funcionários e até mesmo proprietários que não se pode por o dedo na língua antes de pegar o guardanapo que vai ser usado para servir o freguês que pediu um salgado/doce.

Aliás, seria interessante também que a Produção e Direção de um dos mais conhecidos artistas da TV Brasileira ensinassem-lhe que não é nem um pouco agradável para milhões de telespectadores assistirem a ele esfregando a língua em três ou quatro dedos (ou será o contrário???) toda vez que vai mudar a página de algum livro ou documento. Se esse artista, que freqüentemente jacta-se de ter sido educado na Europa, é capaz disso, fica difícil/impossível supor que uma única linha deste texto terá qualquer serventia. Permitam Deus, Marcelino de Carvalho e Cláudia Matarazzo que eu esteja sendo pessimista demais.

Há muitas outras coisas ainda a ser comentadas, mas, frasista, termino com uma frase minha:

O problema grave é que o bê-a-bá do óbvio mais ululante é um imenso bicho de setecentas cabeças para a imensa maioria.

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Como foi dito no começo, quem quiser, pode fazer sua listinha das coisas que deveriam ser “PROIBIDAS POR LEI”. Falar que sogra e cunhado  já são duas delas não vale!!! Bote Sua Boca no Trombone Também!!!

O Argumento Pouco Sutil dos não Fumantes

Alguns comentários a respeito do meu texto de ontem (batalha fumantes x não fumantes – em síntese) falavam do direito  do cidadão  de fumar onde quer que esteja.  Tenho quase  certeza absoluta  de que a grande maioria dos fumantes   pensa/quer isso.  Como disse um leitor, certamente não fumante,  ” Vivemos no país em que se confunde liberdade com libertinagem. Se não fosse a lei, o fumante fumaria dentro da CTI/UTI do berçario”.  Concordando com o leitor, respondi: em relação à fumar do berçário a UTI, os fumantes terão cada vez menos tempo os separando do Berçário à UTI.  Desagradável mas verdadeiro.

O   texto de ontem  tava muito levinho e não cabia ali a argumentação pouco elegante, mas definitiva, do apreciador de cerveja para o fumante. 

Muitos já leram essa argumentação, em forma de aviso, em territórios anti-tabagistas (com ou sem hífen???, a dúvida permanece!!!).  Para os que não viram, lá vai.

Fumante, o seu prazer é o cigarro e o sub-produto (leia-se lixo) do seu prazer é a fumaça.  Meu caro fumante, o meu prazer é tomar cerveja.  A urina é o sub-produto do meu prazer.  Você não gostaria que eu urinasse na sua perna, gostaria???  Então não fume ao meu lado.

Pelo jeito, se a lei pegar,  não haverá lado para o fumante correr/fumar… 

Mas será que pega???  Quem quiser opinar, que opinte.  A lei pega ou não pega???  Bote a boca no trombone!!! É grátis!!!

Tom Jobim, os Não Banhos dos Ingleses e Viver no Brasil

A mera idéia de não poder desfrutar de ao menos um banho (de chuveiro, é lógico!!) por dia, como se viu, nos causa imenso desconforto.

Aqui no Brasil enfrentamos mazelas de tudo quanto é tipo – entre outras,  políticos e empresários, inclusive empresárias dondocas socialaites,  de caráter e comportamento (que adjetivo usar???- Você decide!!).

Mas quase sempre sob um sol e clima maravilhoso – e de banho tomado. Isso faz diferença fabulosa!!!

Tom Jobim definiu com sapiência a coisa.  Dizia ele:

Viver no exterior é bom, mas é uma merda.  Viver no Brasil é uma merda, mas é bom.”

A discussão continua aberta aqui no Boca no Trombone.  Manifeste-se. Faça uso do Trombone.  Vale falar de tudo: políticos, banho, falta de banho, dondocas socialaites na cadeia.

Quem quiser sugerir adjetivos para colocar ali onde eu deixei espaço também pode se manifestar.

Parodiando anúncio: Vem pro Boca Você também!!!

SAPO COM SABOR DE LAGOSTA

Não entendo quase nada de política, graças a Deus.  Mas sei que Serra e Alckmin são do mesmo partido – tucanos – do PSDB. Daqui para frente, vão dados que talvez comprovem que não conheço mesmo política e posso citar coisas imprecisas.  Embora do mesmo partido, nas últimas eleições, Serra demonstrou muito mais simpatia e até empenho pela candidatura de Gilberto Kassab a prefeito do que pela de  Alckmin.  A Folha de hoje traz um quadrinho com título:  Divisão Interna – Serra e Alckmin estiveram em lados opostos desde 2002.  No quadro, estão enumerados os fatos.  Leitura pouco emocionante,  por isso, passo a diante.

Ontem Serra anuncia que Alckmin será seu Secretário de Desenvolvimento.

Não entendo de política, mas de frases entendo um pouco, sem falsa modéstia.  Lá vai uma minha a respeito de política, feita a partir de outra frase de domínio público, que, aliás, já mostra que política é mesmo coisa bem  esquisita.  Só o complemento após as aspas é meu:  “Política é a arte de engolir sapos”, com cara de quem está saboreando lagosta.

Em tempo, na foto da página A4 de Hoje da Folha , os sorrisos de Serra e Alckmin são enigmáticos.  Fica a pergunta:  Ambos estão a engolir  lagostas ou sapos???