Arquivo da categoria: Frases

Na UTI Tenho que Me Transformar em Lavoisier

Meu pai na UTI e eu ouvindo batatadas.  Sorte é que na cozinha e nas palavras/frases sou meio Lavoiseir:  não perco nada, crio um pouco e transformo absurdos em piadas (frases) e diversas comidas de dias anteriores  em comidas melhores ainda.

Ouça o que me enfiaram tímpano a dentro, na UTI,  outro dia:

– Eles deixam essas luzes bem fortes, fica todo mundo conversando para os doentes se sentirem com se estivessem  vivos.

Eu expliquei o óbvio:

– Mas eles estão vivos!!!

Acho que a pessoa, mesmo depois da minha sofisticada explicação,   nem percebeu a asneira que  sapecou;  sem contar que  havia  matado meu pai por conta própria.

Mas sou Lavoiser ou, tal qual a Natureza para Lavoisier,  fiz frase para esse momento solene:

Lá vai:

Cuidado ao tentar fazer alguma figura de linguagem para não pintar triste figura de si próprio.

Dá para se lembrar do Ari Barroso transmitindo futebol pela rádio.  O jogador perna de pau tentava inventar e o Ari  lascava:

– Jogar pra frente já é difícil e esse  cara vai dar de trivela…

É o caso tipico dessa pessoa, mal sabe o bê-a-bá do português corrente  e já quer alçar vôos de Guimarães Rosa.

A esse respeito, pelo menos mais uma frase boa minha.  Aliás, essa frase,  apesar de não ser muito místico, acho que fiz assim:  eu estava quieto, pensando, apareceu o  Nélson Rodrigues,  e disse a frase no meu ouvido e ainda me instruiu como proceder:

– Vai Paulinho das Frases,  chuta e diz que é sua.

Lá vai a minha frase (quiçá do Nélson Rodrigues) que define bem o caso dessa pessoa  minha conhecida:

– A burrice dos burros fica estatelada quando eles querem ser inteligentes!!!

Há uma de domínio público que se aplica bem ao caso:

– A natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice!!!

A pessoa autora da batatada vai ficar se achando: afinal, são muitas frases e concepções a seu respeito.  Será que ela merece???

Ele Preferia a Morte!!!

Ontem, circustâncias adversas  me fizeram lembrar divertidíssima e famosíssima tirada de Winston Churchil, primeiro-ministro britânico, para  Nancy Astor, primeira mulher eleita a fazer parte da Câmara dos Comuns.

Disse ela:

– Winston, se você fosse meu marido, eu poria veneno no seu café.

Sem pensar duas vezes, ele respondeu:

– Senhora, se eu fosse seu marido, tomaria o café!!!

Fórmula Letal: Luz do Apagão + Complexo de Vira-Lata

“Presentes, Cozinha e Decoração” anuncia o letreiro de loja na Oscar Freire.

Repetindo: Na Oscar Freire,  loja de Presentes, Cozinha e Decoração.

Embora a loja seja na Oscar Freire, de decoração,  as lâmpadas são as do apagão.  Por lâmpada do apagão, entenda: aquelas lâmpadas brancas que  agridem profundamente pupilas e retinas de qualquer super-herói, por mais super-herói que seja.

Como se diz, a falta de consciência profissional no Brasil é tão grande que traficante cheira e puta goza.  Dá para refazer/completar  a piada/frase.  No Brasil, a falta de consciência profissional é tão grande que traficante cheira, puta goza e loja de decoração usa luz do apagão.

Em tempo, na TV da Loja, sem som, graças a Deus, publicidade dos produtos vendidos.  Letreiros em inglês, por óbvio.

Complexo de Vira-Lata + Luz do Apagão é muito para esse corinthiano coração.

Muito ÃO ÃO AO para rimar com AGRESSÃO, AGRESSÃO, AGRESSÃO.

Entenda o que é complexo de Vira-lata, clique aqui

Traficante e Prostituta, em busca do Prazer; Senador, em busca do…

Algum gaiato já disse:  no Brasil, a falta de consciência profissional é tão grande que traficante cheira e puta goza.  Se o traficante quer cheirar ao invés de vender;  a prostituta, se apaixonar ou se divertir no lugar de faturar, é problema deles.  Ninguém tem nada a ver com isso.

Agora, senador  amigo próximo de empresário de Jogos ilegais  não é questão de consciência profissional, mas sim de ética, ou de falta total de ética!!!

Millôr Matando a Pau; Agora, lá em Cima!!!

Conscientemente, já prestei algumas homenagens ao Millôr e à sua sabedoria  que  vão   fazer muita falta.  Insconscientemente, a área de trabalho do meu blog,  com muita freqüência e com  justiça, também o homenageia.  Todas as vezes que clico o botão devido para inserir novo texto,  antes de se abrir o espaço para eu escrever, o Blog  vai para  um post antigo  para o qual  dei o título MILLOR MATANDO A PAU, SEMPRE!!!

Talvez seja outro o recado que a área de trabalho queira me dar.  Algo do gênero:  Veja lá o que você vai escrever para não decepcionar o mestre.  Pelo menos, ver o nome do Millôr estampado na tela todas as vezes que vou escrever algo novo me dá responsabilidade e, de certa forma, amparo.  Tem funcionando.

Millôr Matando a Pau, Sempre mostra  aquilo que a todo momento estou a comentar:  não é que os jornalistas/humoristas sejam preguiçosos e se repitam.  A nossa história é que não muda há séculos. Aliás, com muito propriedade, José Simão diz que o Brasil é o País da Piada Pronta.  Um dos textos do Millôr se chama Conversa Antiga.   É de 1950.  O outro, Incredulidade, é de 1954.  E, pelo jeito, em 1950/54, a corrupção já era coisa antiga.   Aliás, no Brasil, acho que desde 1550 já fosse prática antiga.    E se você é dos bobinhos que pensa que corrupção nasceu com o Mensalão, para rimar, vai ter decepção!!!  Aproveito e falo de outros aspectos correlatos da coisa.  Se quiser ler, vale a pena.  Clique aqui

Mas o que eu queria mesmo hoje para homenagear Millôr  é contar historinha que também está nesse post.  Fiz uma frase a partir de frase excelente do Millôr.  Entrei no site dele, redigi  poucas linhas  em que eu dizia ser um frasista e coloquei a frase dele e a que fiz a partir de sua frase.

Adivinha o que aconteceu.   O próprio Millôr respondeu dizendo que havia gostado muito e me mandando um abraço.  Pode ser que algum funcionário do site tenha respondido.   Mas estava assinado simplesmente MILLÔR.  Lá vão frase do Millôr e a Minha, a essa altura, elas já estão de tal forma integradas e nem vale a pena separar.  Se o mestre aprovou, é porque deve ser isso mesmo.

Lá vai:

(…) “um cara muito opinativo raramente tem opinião própria (Millôr)” – e o mais grave: escolhe sempre ser porta-voz do que há de pior.

É impressionante, não é mesmo???

Se o céu era bom, porém, monótono, a partir de agora, torna-se divertido e estimulante.

Fique com Deus, Millôr ;  mas dê sossego para Ele.

+++++++++++++++++++++++

O amigo Vasqs mandou a ilustração abaixo.

Desenho Vasqs

Conheça o site do Vasqs  Ostras ao Vento –

Tudo Tem que Fazer Barulho. Tudo!!!

Parece que a humanidade que está no planeta hoje não suporta o silêncio.  Pior,  tudo, absolutamente tudo,  tem que emitir som, música ou barulho.  Se é que existe alguma diferença.  Já que música e som pelos quais você não opotou, naturalmente, são barulhos.

Essa obsessão pelo som, que eu já chamei de “obsessom, epidemia do novo milênio,” parece    acometer  até mesmo os gênios da Informática.

Quando o usuário do Windows Home Vista fecha os arquivos em uso e manda que o programa desligue o computador com segurança,  certamente é porque está se encerrando um ciclo daquele dia e ele precisa relaxar.

E o que faz o programa???  Emite um som altíssimo, pára de funcionar e apagam-se as luzes.

Por que os gênios da informática não programaram para  pular essa parte do barulho???

Domínio da tecnologia certamente não lhes falta, muitíssimo pelo contrário.  Talvez, mesmo sendo gênios, eles são do século 21 e, consequentemente, também veneram braulho.

Mas muito provavelmente esse barulho existe porque os gênios da informática conhecem  a humanidade e sabem  que se não tem barulho, tem frustração!!!

Inferno!!!

No fim dá certo!!!

Ainda vai demorar de três a cinco dias para que seja normalizado o abastecimento de Combustível aqui em S. Paulo.  Meu carro estava com meio tanque e fui levando;  acho que dá para continuar levando até que encontre um posto com gasolina e sem estresse.  Caso  não tenha essa sorte no meu itinerário,  largo o carro na garagem.  E fico com o ensinamento da  ponderada  mãe do Fernando Sabino. Ela  dizia  para o escritor:

– Meu filho, não se preocupe porque no final tudo dá certo.  E se ainda não deu certo é porque não chegou ao final.

Bonito, não é mesmo???

E então, na pior das hipóteses,  é aquilo mesmo que escrevi acima:  deixo o carro na garagem até o final,  final de mais essa faceta do caos que é a vida em nosso país.  Fazer o que???

É Impressionate como ELAS Não Conseguem Parar de Falar…!!!

Dia Internacional das Mulheres, além de todas as justas homenagens, também é ótima oportunidade para lembrar piada maravilhosa que me contou a saudosa tia Flora sobre o quanto falam as mulheres ou o quanto elas não podem parar de falar.

Repetindo, quem me contou a piada foi uma mulher.

Tenho  frase boa a respeito.   Como a piada é bem mais divertida, primeiro a frase:

– Mulher fala até no Dentista.

+++++++++++

A piada.  Preparem-se – leitores de todos os sexos:

Duas amigas muito íntimas cometeram  crime hediondo ainda jovens.  Foram condenadas à prisão perpétua.  Como eram muito amigas, ficaram apenas as duas na mesma cela.  Nada de banho de sol, nada de contato com as outras presas. Eram só as duas 24 horas por dia.

Dez anos depois, o governo concede  indulto geral e elas são libertadas.

Porta do Presídio.  Na hora em que estão entrando nos carros  com as respectivas famílias, uma delas diz:

– A noite eu ligo para você pra gente  bater um papinho!!!

++++++++++++++++

Mulheres de todos os quatro cantos desse imenso mundo redondo, Feliz Dia Internacional da Mulher!!!

Mulheres Bebendo como Pai; Criminosos Pedindo Votos…

Os políticos de sempre e as mulheres de sempre, eis aí dois temas que rendem muitas frases e piadas. Júnior Bataglini, salvo imenso engano meu, conheceu meu blog por conta da entrevista que dei na CBN.  Desde então, comenta com freqüência o que escrevo e envia ótimos emails.  Hoje ele manda duas frases muito boas.  Seria falta de generosidade minha não compartilhá-las com os leitores do Boca.   Ele não mandou o nome dos autores.  Lá vão:

++++++++++++++

  • “Antigamente as mulheres cozinhavam igual à mãe… Hoje, estão bebendo igual ao pai!”
  • “Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas; hoje em dia, pedem votos”.

Sobre dona de casa, meu pai tem uma muito boa.  Diz ele:

  • “Minha mãe foi a última dona de casa que conheci” – Hiram Mayr Cerqueira

+++++++++++++++++++

Link para minha entrevista na CBN, através da qual  Júnior Bataglini  se tornou leitor do Boca. Se quiser ouvir, clique aqui